CPI contra o Padre Júlio Lancelloti é maquinação da extrema-direita para disseminar o ódio contra os pobres!

Somamo-nos às diversas entidades, movimentos, organizações, personalidades e religiosos, por todo o país e em diferentes partes do mundo. Denunciamos a perseguição e repudiando as calúnias reacionárias e todas as mentirosas acusações contra o padre Júlio Lancelloti! A ameaça de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, contra o padre Lancelloti pela Câmara Municipal da capital paulista é mais uma ação eleitoreira desesperada da extrema-direita, deixando claro o seu ódio ao povo pobre e preto, vítimas de todos os tipos de perseguição e criminalização.

O pretexto do pedido de abertura da CPI, que contou com a adesão de 24 vereadores, é investigar pretensas “Organizações não governamentais” que atuam junto as pessoas em situação de rua da capital, particularmente aquelas que atuam na Cracolândia, região central, sobre supostos “esquemas” e “desvios de verbas”. O autor da proposta é o reacionário Rubinho Nunes (União Brasil), um dos fundadores do MBL.

Repudiamos essa ação eleitoreira que, sob o manto da “segurança pública”, encobre a perseguição contra a liderança do padre Júlio Lancellotti pelo seu trabalho de décadas junto à Pastoral da População em Situação de Rua e como pároco da Igreja de São Miguel Arcanjo na Mooca bairro da zona leste paulistana. Como esses reacionários acham que, ainda, não é o momento para “mandar prender e matar” todos os miseráveis, desalentados, doentes, dependentes químicos e alcoólatras que perambulam pelas ruas de uma das maiores megalópoles do mundo, perseguem aqueles que praticam a caridade, exercendo preceitos fundamentais da doutrina e ética cristã e, pasmem, exercendo funções e tarefas a serviço da Igreja Católica Apostólica Romana e, isso, no país com segunda maior população católica do mundo!

A perseguição ao padre Júlio Lancellotti não passa de cortina de fumaça, para esconder o principal interesse desses político da extrema-direita,  que querem ganhar notoriedade em ano de eleições, ao mesmo tempo que mantêm suas bases mobilizadas, insufladas pelo ódio aos pobres, dando palanque para saírem do esgoto essas hordas nazifascistas que atuam na capital paulista, adestradas em violências físicas contra pessoas em situação de rua, como assistimos em outubro, quando três homens em situação de rua foram assassinados na madrugada do dia 19/10/23.

Na quarta-feira – 03/01, um comunicado da assessoria de imprensa da Arquidiocese, disse estar perplexa, com as notícias de uma possível abertura de CPI: “Na qualidade de Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, Padre Júlio exerce o importante trabalho de coordenação, articulação e animação dos vários serviços pastorais voltados ao atendimento, acolhida e cuidado das pessoas em situação de rua na cidade. Reiteramos a importância de que, em nome da Igreja, continuem a ser realizadas as obras de misericórdia junto aos mais pobres e sofredores da sociedade” e também questiona:Perguntamo-nos quais motivos se pretende promover uma CPI contra um sacerdote que trabalha com os pobres, justamente no início de um ano eleitoral?” – questiona a Arquidiocese.

Reiteramos que a base econômica e social dos milhões de miseráveis que transbordam pelas ruas de São Paulo e de todas as grandes e médias cidades do país, como o reflexo direto da grave crise de decomposição do capitalismo burocrático* no país e do agravamento de seus problemas estruturais seculares que só podem ser radicalmente resolvidos, por uma Grande Revolução de Nova Democracia, que inicia destruindo o seu principal pilar de sustentação, o latifúndio!

É o latifúndio, que mantêm o camponês na miséria, roubando as suas terras, geração após geração, é o principal responsável pelo imenso mar de massas dos sem-terra, sem moradia, sem emprego, sem nada! É o latifúndio não o padre Lancelotti quem faz esses milhares de seres humanos perambularem pelas ruas de São Paulo e das demais cidades do país! É a falácia dos gerentes de turnos do velho Estado e do parlamento, que negam o direito, garantido em letras mortas na constituição brasileira, como: moradia; emprego; salário; educação; democracia e etc., isso sim, coloca milhares de seres humanos a perambularem pelas ruas das metrópoles! Não é o padre Júlio Lancelotti!

Para acabar e tirar o país da miséria e da ruína, o único caminho é a Revolução Agrária! Defendida pelos camponeses pobres, dirigidos pela LCP. Por isso, levantemos alto a bandeira da luta pela destruição do latifúndio no campo, pela distribuição das terras ao povo pobre, sem-terra ou com pouca terra, fazer a terra cumprir o seu dever social e fazer valer a consigna: “Terra para nela viver e trabalhar!” E com isso, conter o êxodo rural, para contribuir e incentivar os pobres das grandes metrópole voltarem ao campo, com a garantia de terem uma gleba de terra para plantar e colher e combater a fome que atinge, diretamente, mais de 60 milhões de brasileiros.

Abaixo a perseguição ao Padre Júlio Lancellotti, já!

 

São Paulo 05 de janeiro de 2024
Coordenação Nacional da Liga Operária

 

Nota:

*Capital engendrado pelos especuladores imperialistas no país, cujo os lucros não ficam no país, são mandados para o exterior.

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